Quinta-feira, 18 de Junho de 2009

Uma Dicotomia Freudiana


O QUE ANDEI LENDO POR ESSES DIAS
Alerta: Não São Scans, Apenas Resenhas

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Confesso que só li Eisner com o advento dos scans. Claro que não foi uma coisa que eu pensasse, "ah, não quero ler Will Eisner", apenas vários fatores geo-sócio-econômicos me impediram de ter acesso às suas HQs.

Com o tempo eu acabei por esquecer esse grande mestre da arte sequencial, até que os scans de O NOME DO JOGO, feitos pelo Guilherme, caíram em minhas mãos. Eu, que mais fazia do que lia scans, acabei parando pra ler este. E foi como se um novo mundo, em termos de gibis, se abrisse diante de meus olhos.

Em resumo, os scans me relembraram da importância de Eisner, fazendo com que eu passasse a adquirir tudo que encontrasse dele.

Qualquer coisa que eu disser sobre um cara que tem um prêmio com o seu nome é chover no molhado. Mas, depois de ler suas HQs e até mesmo conhecê-lo através delas - já que Eisner tem muitas obras biográficas e semi-biográficas - acho que posso dizer o mesmo que Neil Gaiman disse, na introdução do encadernado, lançado pela Companhia das Letras, Nova York - A Vida Na Cidade Grande: "Will Eisner era amável, gentil, amigável, acessível, estimulante e, ainda assim, feito de aço".

E, tudo que Gaiman diz da pessoa de Eisner, pode ser dito de sua obra, principalmente no que tange à palavra "acessível". Ler suas HQs é ter acesso à sua mente, vida e e modo de ver o mundo e as pessoas. Muitas vezes é como se Eisner nos contasse algo pessoalmente, na mesa de um bar, enquanto tomamos uma cerveja ou algo do tipo.

Em apenas uma página, ele pode nos contar uma história de segundos ou de muitos anos com um poder de síntese incrível. Bom, não é para menos que o cara tem um prêmio com seu nome.

Ok, todo esse trelelé é só pra dizer que fiquei estupefacto ao ver na livraria aquela "nova" publicação chamada Nova York: A Vida na Cidade Grande. Um chumaço de mais de 400 páginas abarcando nada menos que quatro Graphics Novels, sendo que 3 delas creio que nunca foram publicadas por aqui, ou que pelo menos, eu nunca vi.

Tive de comprar e ler de uma tacada só esta ode à cidade pela qual o autor era um apaixonado. Contendo várias histórias de uma, duas, ou três páginas em sua primeira parte, Eisner analisa a cidade e as pessoas, e não dá pra se saber qual aspecto é mais pulsante. A Graphic Novel O Edifício é reprisada ali e, apesar de já ter lido, ler novamente é algo prazeroso. O restante da edição não deixa nem um pouco a desejar. Ou, na verdade, deixa. Deixa-nos querendo mais, apesar das mais de 400 páginas lidas.

Apesar do preço salgado, devido à edição volumosa que é, vale a pena ler essa obra-prima, nem que seja em pé, na livraria!


JUBIABÁ DE JORGE AMADO
Roteiro e Arte por Spacca

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Confesso que nunca li Jorge Amado. Nunca fiz questão. Mas já li Spacca! Fiz questão de ler Santô e os Pais da Aviação e Dom João Carioca. E o cara é bom! Ele consegue transformar qualquer coisa, que nas mãos erradas poderia ficar um poço de chatice, em uma obra cativante, tanto no texto, quanto na arte.

Bom, e se eu nunca li Jorge Amado, imagine então saber o quê ou quem era Jubiabá. Olhando a capa pensei ser a mulher ou o homem retratados nela e não são. Então, adquiri o álbum e o li inteiro (na verdade fiz isso hoje de manhã).

Jubiabá conta a história de Balduíno - que começa na década de 20 - um negro sem pai nem mãe, que é criado pela tia que logo também falece. É levado para a casa de um rico português que aceita criá-lo, mas logo é posto pra fora quando a empregada faz intrigas dizendo que ele está de olho na filha do português. Daí em diante, Baldo (como é chamado) passa a viver a vida tirando dela o máximo que pode. Vai de mendigo à pugilista, artista de circo e até líder grevista.

Mas, quem é Jubiabá? É o pai de santo que acompanha os passos de Baldo de criança até adulto, a quem ele sempre recorre em busca de conselho, consolo e ajuda.

Spacca sempre se destaca pelo esmero em retratar tudo da forma mais fiel possível. Desde as ruas de Salvador até os rituais do Camdomblé, bela e respeitosamente ilustrados.

Pena que outras HQs baseadas em literatura nacional não tenham o mesmo esmero.


SURPREENTES X-MEN: VOL. 1
Joss Whedon, John Cassaday e Laura Martin

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Nem sei quanto tempo faz que não lia nada de X-Men. Ler de verdade. Lembro quando os scans traduzidos de Astonishing X-Men pipocaram na internet, com direito a "belas" traduções que transformavam "grãos de café" em "feijões" (isso se tornou um clássico) e por aí vai. Não preciso dizer que isso tirou meu tesão de ler qualquer scans dessa série. Quando foi publicada por aqui, nas revistas mensais, também não li. Não compro revista mensal nem que me pague.

Então, saiu o encadernado há alguns meses. Apesar de ser todo ilustrado por um dos melhores artista dos quadrinhos atualmente, John Cassaday, de quem me tornei fã desde Planetary, ainda assim fiquei com um pé atrás - e a carteira também - em comprar.

Ser escrito por Joss Whedom não me dizia nada. Uma das coisas mais detestáveis que já se criou na TV foi o seriado Buffy a Caça-Vampiros. Mas o cara também foi o pai de uma ótima série de FC. Mas isso não me fazia achar que a série fosse realmente "surpreendente". Até que acabei comprando...

Posso dizer que não lia nada de X-Men tão bom desde a parceria Claremont/Byrne. A parceria Whedon/Cassaday se mostrou tão eficiente quanto. Trazendo um Cíclope com culhões, em nada parecido àquele arremedo de super-herói que vimos no filme. Uma Kitty Pride surpreendente, um fera cada vez mais animalesco, uma Rainha Branca cada vez mais sacana e um Wolverine...cada vez mais Wolverine.

Contendo dois arcos, sendo que o primeiro parece ser de onde tiraram o argumento para o terceiro filme, pois é sobre uma cura para a "doença" mutante. Mas a semelhança pára aí, já que na HQ a cura vem embalada em uma ameaça de guerra interplanetária, envolvendo um mutante que no futuro... bom, já falei demais.

O segundo arco achei o mais surpreendente. O tipo de coisa que você imagina: Putaquepariu! Como não pensaram nisso antes?! Nem dá pra comentar sem estragar a surpresa. Mas é interessante ver como Whedon, no meio de tanta mesmice, conseguiu se sobressair e fazer dos mutantes algo bom de se ler com um espírito renovado.


BIG GUY E RUSTY, O MENINO-ROBÔ
Frank Miller e Geoff Darrow

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O detalhismo de Darrow é assustador, isso é algo que não se pode negar. Nesta HQ que chega aqui no Brasil com apenas 14 anos de atraso, isso pode ser visto em papel, ao vivo e à cores.

Graças aos céus existem os scans e assim a publicação não é totalmente estranha para mim, sendo que até mesmo eu li a versão traduzida com esmero pelo grupo BKS, se não me engano. Mas, o scan e a tela do computador não abarcam a arte de Geoff Darrow. Na verdade nem mesmo o papel. Para se tirar proveito de toda a extensão de suas ilustrações, o álbum teria que ser publicado em formato outdoor.

Neste gibi pra lá de maneiro, Frank Miller coloca um monstro gigante, criado em laboratório, atacando pessoas no Japão, que é encarado por um menino-robô e um robô gigante. Não precisamos ir muito longe para ver as referências e homenagens que vai desde personagens como Astroboy (do mestre Osamu Tezuka) aos velhos seriados japoneses com seus monstros de borracha.

Claro que isso, com o texto de Miller e a arte de Darrow é elevado a outro patamar. Os personagens até mesmo ganharam um desenho animado que durou pouco, mas que duvido que tenha conseguido chegar aos pés dos quadrinhos.

Um tanto quanto filosófico (sendo que a maior parte da "filosofia" é destilada pelo - pasmem - próprio monstro) a história nos leva a conhecer também Rusty, um robozinho em forma de menino que não se sai muito bem contra a ameaça, precisando assim da ajuda de um nada-simpático robô gigante americano.

A Devir não só lançou este álbum dos dois criadores, como relançou também, agora em cores, Hard Boiled: À Queima Roupa, que nos fala de inteligência artificial e andróides descontrolados. para conferir os preços de cada edição aqui citada, clique
aqui.


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Quarta-feira, 10 de Junho de 2009

Procurando Bala, Eudes!


UMA SAGA ILUMINADA EM 10 SEGUNDOS
Porquê Ray Harryhausen é Meu Pastor





Veja de preferência depois de ler o texto... ou não.



Na antiguidade dizia-se que para um homem ser realizado na vida ele teria de escrever um filho, fazer uma árvore e plantar um livro (ou algo parecido). Hoje em dia, na Era da Informática, as coisas são um pouco diferentes. Alguns dizem que as três coisas para a realização de um homem é criar um blog, participar do Big Brother e comprar algum produto da Polishop.

Eu não sei se é verdade, mas eu sei que eu já criei um blog, escrevi um eBook e... já fiz uma animação em stop-motion que coloquei no YouTube. Tudo bem a animação só tem 10 segundos, mas ainda assim está valendo.

Como ela surgiu? Bom, apesar de ela já ter um tempinho e de até já ter sido postada aqui no blog, ela foi deletada do YouTube junto com um desenho do Tom e Jerry que fez com que minha conta lá fosse deletada. Mas, a saga está de volta. Ela dura 10 míseros segundos, mas... quem liga?

Tudo começou quando meu tio resolveu me chamar para trabalhar com ele em uma ilha de edição, onde ele já trabalhava havia um tempo. Aceitei, mesmo não sabendo porríssima nenhuma sobre edição de vídeo. Afinal o lugar era bacana e... ficava dentro de uma escola para moças! Como recusar?

A maior parte do tempo, por ironia do Justino, eu passava escaneando negativos de fotos antigas que entrariam em algum vídeo comemorativo ou coisa do tipo. Também escolhia as músicas para alguns trabalhos e, algumas vezes, até mesmo trabalhava de verdade. Era dureza.

O fato é que, entre as muitas edições de vídeos, em alguns momentos não havia absolutamente nada para se fazer. E, você sabe, mente vazia, oficina do cramulhão.

Meu tio disse que seria legal se fizéssemos uma animação em stop-motion. Eu não fazia idéia de como faríamos aquilo. Me parecia meio impossível. Vasculhando o depósito encontramos a luminária preta, maleável, o que era um bom sinal. Já que não tínhamos massa de modelar, a luminária era o que chegava mais perto de algo que pudesse ser fotografado quadro a quadro. Mas com o quê ela interagiria, e o que ela faria exatamente?

Tive, então, uma idéia luminosa (sim, é para ser um trocadilho): que tal se a luminária tivesse um filho? Claro que encontrar um filhote da luminária estava fora de cogitação, então teria de ser algo que também fosse fonte de luz, mas sem necessariamente ser uma luminária menor. Encontramos uma lâmpada dessas de emergência. Podem perceber que o roteiro nascia enquanto procurávamos os protagonistas. Pai e filho em uma história que mudaria os rumos do cinema de curtíssima metragem.

Posicionamos a câmera fotográfica digital em um tripé, colocamos os personagens centrais (e únicos) contra um fundo infinito e começamos a fotografar, movendo a luminária e a lâmpada de emergência e esquecendo que nossas sombras estavam aparecendo. Grandes cineastas.

Depois de terminada toda a parte de fotografia, fomos para a mesa de edição, onde meu tio (o especialista na coisa toda) deu vida às imagens e acrescentou os efeitos especiais. Acho que até então, não tínhamos realmente uma história de verdade (e acho que ainda não tem), mas eu, como dublador (faço as vozes do pai e do filho) acabei criando o enredo ali, na hora. Um pai que chega cansado e seu filho que quer sua atenção e acaba sendo... bom, não vou contar o final surpreendente.

Escolhi a trilha sonora, composta de apenas uma música, e voilá! Depois de tudo pronto, meu tio perguntou: "Que tal colocar o logotipo do teu blog no final?", eu concordei. Seria uma produção Honorato's Parents and Sugar Cane Sweety, ou algo que o valha.

Todo o trabalho não levou mais que três horas, mas ver que a edição final ficou em 10 segundos nos deixou... nos deixou quietos, pois não queríamos inventar mais nada. A história terminaria ali, sem moral nenhuma, sem fundo filosófico... e sem sentido também. Não precisava ter, só precisava ser, e foi.

A estréia mundial foi apenas para meu irmão e minha cunhada. Depois que viram e escutaram o vídeo, os dois perguntaram quase que juntos:

- PERAÍ... ESSA VOZ DO "FILHO" É TUA?!

A crítica sempre esquece de ver a obra como um todo e se apega a pequenos detalhes.

Até a próxima.


O MESTRE GEORGE PAL E OS PUPPETOONS





O Mundo Maravilhoso dos Irmãos Grimm


George pal é pouco conhecido por nome aqui no Brasil, mas foi o diretor de filmes de fantasia e FC clássicos como O Pequeno Polegar, A Máquina do Tempo, e o maravilhoso As 7 Faces do Dr. Lao.

Ele sim, um dos grandes mestres da animação em stop-motion (junto com Ray Harryhausen) era também autor de uma série de curta de animação chamados Puppetoons. tais animações podem ser baixadas aqui.


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ESTANTE NERDEEEEEEEE!!!!

ROBOCOP 2: QUADRINIZAÇÃO
Scans by Eudes Honorato


Para baixar, clique aqui

O SOMBRA: QUADRINIZAÇÃO
Scans by Carfrangs

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AMERICAN FLAGG #01 DE 03
Scans by Eudes Honorato

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Terça-feira, 26 de Maio de 2009

The Kingdom of Peanuty Candy


O FILME MAIS IDIOTA DO MUNDO
Dublado e Com Qualidade de DVD, Isso Mesmo!


Para Baixá-lo, Vá ao Fórum


- Finalmente consegui O Filme Mais Idiota do Mundo! - Comentei com o rapaz da locadora.
- É mesmo? E qual é?
- O nome dele É O Filme Mais Idiota do Mundo! - Tive de explicar, e todos os atendentes caíram na gargalhada.

A primeira vez que soube desse filme foi no FARRA (o fórum do Rapadura Açucarada). O fórum possui uma seção de pedidos e volta e meia alguém abria um post pedindo O Filme Mais Idiota do Mundo, que na verdade tinha o título original de Mystery Science Theather 3000: The Movie. Isso fazia com que eu me perguntasse porque um nome tão pomposo se tornara, aqui no Brasil, O Filme Mais Idiota do Mundo.

Obviamente era uma comédia, e uma comédia bem difícil de se conseguir na Internet. Mas os usuários não desistiam e a todo momento um novo pedido aparecia. Até que um dia eu esbarrei com o filme para download e então baixei, peguei as legendas no site legendas.tv, se não me engano, e postei no fórum.

Claro que, antes, eu teria de assistir a tão desejado filme.

O filme é uma comédia de ficção-científica onde um cientista maluco quer dominar o mundo, exibindo o pior filme de todos os tempos. Para descobrir qual seria, ele usa como cobaia um astronauta e dois robôs, capturados por ele. Os três são obrigados a assistir um dos piores filmes de suas vidas e se não sobreviverem, o cientista saberá que é este o filme a ser usado, no caso aqui, o filme de FC da década de 50, This Island Earth.

Mas logo nos perguntamos, como eles poderiam descobrir qual o pior filme de todos, em apenas um longa-metragem de 73 minutos? Então, depois de pesquisar um pouco, descubro que, na verdade, Mystery Science Theather 3000 era uma série de TV estadunidense, que nunca foi exibida - para nossa desgraça - aqui no Brasil.

O Filme Mais Idiota do Mundo é o longa-metragem baseado na mesma série. Em cada episódio um filme tosco é exibido para as entrépidas cobaias que, como no longa-metragem, fazem comentários pejorativos, interferem nas falas, e tudo mais que eu ou você faríamos, se assistissemos um filme tosco, com um grupo de amigos.

Tendo postado o filme legendado, os usuários do fórum informaram que o filme dublado era muito melhor, já que os comentários sobre o dito filme eram feitos nas vozes de Guilherme Briggs, Alexandre Moreno e Márcio Simões.

Quem conhece as dublagens de Briggs, sabe bem o quanto ele é um ótimo improvisador. Então, em um filme com um título nacional desses, imagina o que ele não faz? Ou faz.

O único porém era, se a versão legendada já foi um suplício para encontrar, a dublada seria praticamente impossível. O filme não existia em VHS, nem em DVD, e passava na TV de 10 em 10 anos. As últimas notícias é de que ele teria sido exibido pelo canal a cabo TNT num tempo muito distante.

A fama do filme dublado era tanta (relativamente falando) que havia uma comunidade no Orkut para ele, e alguém na comunidade vendia o filme. Tentei entrar em contato com a pessoa, mas sem sucesso. Então desisti dessa manobra. Resolvi deixar o assunto de lado, pois não ia rolar mesmo encontrar a versão dublada.

Deixar de lado às vezes é o melhor remédio para que, em algum tempo a frente, a coisa se resolva por si só.

Estou no fórum, quando vejo um post com O Filme Mais Idiota do Mundo, dublado! Porém, o post estava todo fora das regras do fórum, então tive de deletá-lo, não sem antes salvar os links e baixar o filme. Era um TVRip, justamente feito do canal TNT. A qualidade estava de doer, e o som tinha pequenas falhas do meio pro final. Acabei repostando assim mesmo, um pouco descontente com a qualidade.

Mas, novamente, as coisas se resolveram. Um usuário do fórum remasterizava filmes pra si mesmo e pegou o áudio do TVRip, sincronizou com um DVDRip e assim, conseguimos O FILME MAIS IDIOTA DO MUNDO dublado por Guilherme Briggs e Cia. com imagem impecável. Os pequenos defeitos no som continuaram, ma nada que atrapalhe.

Para saber mais detalhes sobre o filme e a série, clique aqui e aqui. A sincronização do áudio do TVRip para o DVDRip foi feita pelo usuário Andinhodf. Sem ele, não teríamos essa qualidade.


AS AVENTURAS DO CAPITÃO QUEPE
O Detetive Samambaiense
Rot. e Arte por
Amosis Calazans


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Para Baixar, Clique Aqui


Esta HQ foi postada na seção de Artes dos Farristas (usuários do fórum), e quando a vi lá, a primeira coisa que me impressionou foi a quantidade de páginas, 168! Ver um trabalho desse, que em primeira instância seria amador, tão volumoso, me fez querer baixar e dar uma olhada. E não me arrependi. A arte do Amosis tem uma arte vibrante e movimentada. Pode se ver nas 168 páginas que ele se dedicou bastante ao que pretendia fazer. Sugeri a ele uma sinopse, e ele a fez, que é a que segue abaixo:


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"Quepe é um jovem adulto sonhador que mora no Distrito Federal. Querendo fugir da cruel regra de todos que moram em Brasília e nas cidades satélites de ter que ser funcionário público para subir na vida, inventa sempre diversos trabalhos autônomos. Que nunca dão em nada, que fique bem claro. Bem, pelo menos não davam em nada até que Quepe resolveu se tornar um detetive particular. Mais que isso! O detetive particular mais tradicional da cidade satélite de Samambaia (e possivelmente o único!).

Após meses em busca de casos e nunca achando nada além de bicos como animador de festas infantis, Quepe conhece Simone, uma jovem jornalista que se meteu em uma encrenca com Marjorie, uma renomada autora de livros infanto-juvenis. Quepe decide pedir auxílio à Marina, sua melhor amiga, para resolver os problemas de Simone, por quem ele se apaixonou à primeira vista.

É uma história simples de humor e aventura, no estilo de filmes da Sessão da Tarde na década de 1980 e feito como uma forma de homenagem aos quadrinhos linha-clara, principalmente Tintim.

Um gibi criado principalmente para preencher a lacuna deixada pelos quadrinhos brasileiros, que decidem sempre focar em questões sociais e nunca, realmente, na diversão."

Para mais detalhes, visite o Blog do Quepe
, feito pelo autor.


STAR TREK TURCO - 1973
Um Caipira em Jornada nas Estrelas


Para baixar com legendas em PT/BR, aqui


A internet tornou tudo mais global e assim vamos de uma ponta ao outra do mundo em segundos. Podemos acessar todo tipo de informação imaginável e estar até mesmo dentro de museus virtuais, visitando grandes obras de grandes mestres. Ou podemos simplesmente encontrar as coisas mais toscas vindas dos confins do fim do mundo.

Eu já conhecia o famigerado Star Wars Turco, que logo postei no fórum. E sabia da existência do Star Trek Turco, mas nunca tinha visto com meus próprios olhos, mesmo estando disponível inteiro nos Youtubes da vida. Nem tentava assistir porque não saber o que dizem a coisa fica menos tosca.

Então eis que encontro o filme em avi e a legenda no
Opensubtitles! Com alguns pequenos ajustes logo estavam funcionando perfeitamente e prontos para sem postados no fórum.

Não tive coragem de assistir ao filme por completo. Minha sanidade poderia ficar seriamente comprometida (quer dizer, mais comprometida ainda). Mas, o pouco que vi, deu pra perceber que o filme já era merecedor de um Oscar trash.



A tradução ao pé da letra do título original turco parece ser Ömer: Um Turista em Jornada nas Estrelas. O que explica bem a história. Se bem que "turista" poderia ser trocado por "caipira" haja visto a indumentária do rapaz.

O tal turista parece ter saído diretamente de Roque Santeiro, ou algo assim. Como ele vai parar em Star Trek? Bem simples. Ömer está sendo forçado a casar sob a mira de um revólver quando pede aos deuses que o livrem daquele enrascada. Os deuses não atendem, mas Star Trek sim, e ele some, indo parar em uma aventura do Capitão Kirk, Spak (sim, Spak) e Cia.



Ömer e Spak logo se estranham devido a evidente falta de lógica nas ações de nosso querido turista espacial. Além de ter de lidar com o visitante, os tripulantes da Enterprise têm que enfrentar alguma ameaça envolvendo andróides e dominação da mente. Ömer fará de tudo para ajudar... ou não.

Com toda essa história tosca, Star Trek Turco já está no Hall da Fama bem próximo a O Trapalhão na Guerra dos Planetas.

Existem ainda versões turcas de Batman, Superman, e até Capitão América, mas sem nenhuma legenda disponível e nem mesmo o avi para baixar. Mas, só de pensar, já dá água na boca.


ALMANAQUE DA TINA #01
Scans by Alugok


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KEN PARKER #02
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Terça-feira, 19 de Maio de 2009

Superamigos!


AINDA QUE SEJA APENAS UM SUSPIRO
Mantenha a Cabeça Sempre Fora D'água

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"Vou morrer na Praia do Flamengo."

É a primeira coisa que penso, quando noto que estou afundando. Uma onda mais forte me puxou para a parte mais funda e eu não sei nadar. Nunca aprendi. Uma profusão de bolhas me envolve, deixando tudo mais brilhante à minha volta. Fecho os olhos. Estranhamente não estou com medo, apenas sem direção. Embaixo é em cima e vice versa.

Ninguém me viu entrar na água, então não sabem que estou aqui embaixo, afundando. Vir hoje para a praia parecia uma boa idéia, então eu, Luciano, Ivan, Rogério e o irmão do Ivan, resolvemos encarar os dois ônibus e vir para cá.

A Rádio Cidade FM está dando um show muito do mixuruca, com algumas bandas que nunca ouvi falar. Uma rampa de skate foi armada e alguns skatistas estão tentando mostrar o que sabem. O Luciano trouxe a máquina fotográfica (aquele que parece mais uma caixa de sapatos em pé), e isso distrai todo mundo que estava comigo. Continuo afundando e ninguém sabe disso.

Quase posso escutar o som da música ainda, ou talvez seja apenas eu começando a perder a consciência. No meio disso tudo sinto uma dor lancinante na coxa: meu furúnculo acabou de estourar. É, eu estava mesmo com vontade de vir à praia, pois mesmo com um furúnculo do tamanho de uma bola de gude, na coxa, eu aceitei. Só para morrer. Eu e o furúnculo.

Sinto que estou girando, como um astronauta dentro de uma nave em gravidade zero. Não paro de girar, não consigo apoio, pois a única direção é o fundo. Talvez eu ainda esteja sendo arrastado para longe da costa. Não sei. Estranhamente não estou engolindo água. Tranquei a boca e nada passa. Mas sinto que a água força passagem pelo nariz.

Eu não sei o que fazer, não sei se devo bater os braços. Tenho medo de que isso apenas piore a situação. Então eu apenas continuo girando e girando indo para o fundo. Sinto uma leve dor de cabeça, e nem mesmo sei como isso é possível, já que tenho problemas piores para me preocupar do que uma simples dor de cabeça, como a morte que se aproxima, por exemplo.

Minha vida não passa diante de mim em poucos segundos. Pelo menos eu acho que não. O que vejo são mais flashbacks separados, sem uma ordem clara:

Estou jogando sinuca com meu avô. Jogando com quem aprendi a jogar. O taco espirra e a bola vai para fora da mesa, atingindo o chão de terra. Meu avô apanha a bola, naquela calma que ele nunca perde. Coloca-a no lugar onde ela talvez teria ficado e faz sua jogada em seguida. Ele termina o jogo em 3 tacadas. Bom, ele construiu a mesa, já era de se esperar.

Alguém me dá cerveja em uma festa de aniversário. Acho que tenho uns 8 anos. A próxima cena sou eu vomitando tudo que já tinha comido, junto com a cerveja, bem na porta da casa do aniversariante. Minha cabeça gira, exatamente como agora. Depois que termino, alguém novamente me oferece cerveja. Eu aceito.

Um rodopio na água e salto para a segunda série na Escola São Cosme e São Damião. Estou no banheiro. Mesmo sendo espaçoso, estar completamente vazio me faz pensar que a mulher de branco, também conhecida como a Loira do Banheiro, possa estar estar escondida em algum recôndito. Esse tipo de pensamento atrapalha minha concentração para mijar. Tento não pensar em nada daquilo, convencendo a mim mesmo de que é tudo bobagem. Um ranger de porta faz com que eu resolva voltar depois.

Afundo um pouco mais e viajo novamente no tempo e espaço. Tenho 3 anos de idade e estou na casa de meus avós. Estou andando de velocípede no quintal. Quando viro a parede que dá para trás da casa, uma cobra está passando, como um pedestre atravessando no sinal. Fico olhando sem entender o que é exatamente aquilo. Ela parece não ligar para minha presença ali e muito menos para meu velocípede. Ela está quase indo embora quando um de meus tios enfia um pedaço de pau pontudo no meio de seu corpo e a levanta mantendo distância dele. Sinto uma certa tristeza.

A água continua me engolindo. Estou olhando para meu dedo indicador que tem um prego atravessado nele. Não consigo lembrar como ele foi para aí. Minha mãe corre de um lado para o outro sem saber como tirá-lo. Sem pensar muito eu puxo o prego de uma vez só, para depois cair no choro. Depois do curativo levo umas palmadas. Continuo me perguntando como o prego foi parar ali.

Como foi parar ali? Como fui parar ali? Eu não sei nadar.

Tenho 11 anos de idade e estou pulando de um lado para o outro em um poço que está sendo escavado no quintal da casa vizinha. A corda é de naylon e quando minha mão fica suada, escorrego e caio de costas por três ou quatro metros. Parece pouco, mas para uma queda de costas acaba sendo demais. Quando vejo as ferramentas (picaretas, cavadeiras e outras) dispostas ao redor do buraco, eu sinto calafrios. Por sorte o poço não tem água nenhuma, ou seria azar?

Água? Me levanto de súbito e começo a subir. Me apoiando nos buracos feitos exatamente para isso. Vou subindo, subindo, desesperado, como se de um momento para o outro, o poço fosse ser inundado. Os buracos escavados na terra vermelha são escorregadios e quase caio novamente. Não consigo alcançar a corda. Respiro com dificuldade. Quando estou quase na boca do poço, alguém me agarra e me puxa.

Alguém me agarra e me puxa. Subo de uma só vez de dentro da água. Sou levado para a areia quase arrastado, mas quando tento ver quem me puxou, não há ninguém. O pessoal ainda está lá adiante, prestando atenção aos skatistas. Olho para as águas atrás de mim, parecendo tão pacíficas, e não entendo bem o que aconteceu.

Minha coxa queima com o furúnculo estirpado à força. Meu nariz arde. Há água em meu ouvido e meus olhos estão turvos. Mas isso é porque estou sem meus óculos.

Olho em volta e não vejo ninguém que possa ter me puxado. Também não me preocupo em saber quem foi. Vou andando com dificuldade até a calçada. Me sento. Olho na direção de onde saí da água e não consigo acreditar que estou de volta, vivo.

Levanto, querendo apenas ir para casa. Talvez um dia escreva sobre isso, já que é óbvio que não vou conseguir esquecer o episódio. Só não sei se vou conseguir lembrar de todos os detalhes.

Todos os detalhes...

É aí que percebo que minhas mãos e pés estão sujos de barro vermelho. O mesmo barro do poço onde caí aos 11 anos de idade. Não muito, pois a água parece ter lavado a maior parte. Sinto um frio no estômago estranho, como se estivesse sendo observado.

Pego minha camisa, amarro-a na coxa e me deito na areia. Certas coisas é melhor não pensar demais. O sol já está começando a se pôr. É bom estar vivo, isso que importa.


AVENTURA E FICÇÃO: COMPLETO
Scans by Bob Cuspe, Jr. e Cimerian Satan

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Packs
#01 a #11 e #12 a #21



CONAN: O SENHOR DAS ARANHAS
Scans enviados por Dom Diego


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KEN PARKER #01 - ED. VECCHI
Scans by Alugok

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TARZAN: O MUNDO QUE O
TEMPO ESQUECEU

Scans by Redpbdragon

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Trailer Princess and The Frog
E a Disney está de Back Again de Novo




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Sábado, 16 de Maio de 2009

Meia-Noite e Dez!


16 DE MAIO: DE REPENTE, QUARENTA?!
O Que Raios Estou Fazendo Nesta Idade?


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Estar ali, em pé, nu, com um médico analisando (ainda que de longe) minhas partes particulares, privadas e pudendas, me fazia detestar ter finalmente chegado aos 18 anos. Porém, agora, sinto saudades dessa época.

Não do médico, claro - não servi ao Exército e não chegamos a trocar telefones por causa disso - mas dos 18 anos que não voltam mais. Para piorar, mais uma vez teremos coisas relacionadas a médicos e partes privadas, com a vida "começando" aos 40.

Mas, eu gosto da minha idade que se inicia hoje, apesar de não me sentir realmente com 40. Fisicamente até me sinto sim, mas interiormente é mais difícil. Na verdade, até na aparência, apesar do rosto me entregar um pouco, às vezes pareço o que me sinto, um moleque. Não "moleque" no sentido Tropa de Elite, mas no sentido de que não sei deixar de ser criança a maior parte do tempo.

E isso não é porque eu goste de "gibis", "bonequinhos" (apesar de não ter quase nenhum), ou livros um tanto quanto mais infanto-juvenis (apesar de que só li Harry Potter até o quarto volume). Tem mais a ver com meu estado de espírito. Ou talvez seja de família.

Meu pai só parece adulto porque cisma em usar um bigode a la hombre, que disfarça um pouco a sua criancice; um dos meus tios tem o cabelo totalmente branco (apesar de ser apenas poucos anos mais velho que eu), tem dois filhos pequenos, e mesmo assim, parece um garoto.

Talvez por isso eu não consiga me ajustar ao estereótipo do homem que bebe cerveja, gritando para a TV, enquanto assiste futebol. Porque no fundo ainda estou apenas em uma infância auto-contida. Se bem que a maioria dos garotos gosta de futebol.

Também não consigo me ver de terno e gravata. E, as vezes que tive de usar eu parecia mais um garoto... de terno e gravata. Não convencia muito.

E gosto de ser assim. Sei ser adulto quando a necessidade pede, e não estou falando de ir ao banheiro. Falo de que dá pra falar sério e cuidar de assuntos sérios mesmo sendo um Peter Pan, só que sem aquela roupitcha.

Uma vantagem que gosto muito por ser assim, é o fato de que me dou bem com crianças de qualquer idade, e consigo "conversar" com elas de igual para igual, na própria língua delas. O único problema é depois ir embora, já que elas querem que eu fique para sempre.

Tenho amigos adultos hoje, mais jovens que eu, que conheci quando eram crianças, e eu era mais "velho" que eles, e hoje em dia eles tem seus filhos, que se apegaram a mim, como eles se apegaram quando estava na idade deles.

No mais, ter 40 anos faz com que eu tenha muito o que escrever no Rapadura por muitos e muitos tempos, para que as pessoas não leia! (Emoticons de riso aqui).

Espero estar com vocês, leitores rapadurísticos, por pelo menos mais 40 años!




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Segunda-feira, 4 de Maio de 2009

Dupla Sertaneja


DA BAIXADA À BOTAFOGO: O LAR É TEU LUGAR
Eu Vim De Lá, Eu Vim de Lá Pequenininho

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Todas as Fotos by Eu Mesmo Honorato


Um pequeno apartamento pega fogo em uma das ruas de Botafogo (não é um trocadilho). É noite, e mesmo com o perigo que um incêndio representa, as pessoas se aglomeram em frente ao prédio. Um caminhão dos bombeiros está lá, mas nada faz além de observar. Câmeras da Rede Globo filmam tudo. As pessoas apenas assistem passivas. Quase como se fosse uma novela.

É quando a Cristiane Torloni sai de dentro do prédio, com seus grandes peitos siliconados, gritando e chorando. Raios, É apenas uma novela!

A rua foi fechada e estão filmando cenas de incêndio para a novela do horário das sete, Beleza Pura. Acho que nunca vou me acostumar a isso por aqui.

Essas coisas comuns que no bairro onde cresci não havia. Apesar de não gostar da Zona Sul como um todo, eu gosto do bairro onde vim morar depois que casei. Me acostumei a ele, apesar da diferença gigantesca com o lugar de onde vim
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Onde morava, um "entreposto" na Baixada Fluminense, quando ia à banca de jornal mais próxima para comprar algum gibi, pegava um ônibus e, ao chegar lá, tinha que torcer para que uma das minhas revistas prediletas estivessem no pedido. Aqui, e em toda Zona Sul, se esbarram em bancas de jornais umas em cima das outras, sem contar as dos shoppings e livrarias que também vendem HQ, onde se esbarra com Lázaro Ramos e sua bela esposa Thaís Araújo.

Nos quiosques de livros o atendente pergunta a outro ator global se ele faria um filme pornô e o ator responde que "foder é uma coisa muito pessoal". Na locadora recebo dicas de filmes de Othon Bastos. Onde eu morava anteriormente o máximo de dica de filme que receberia seria do Stallone, e não, não falo do ator americano, mas de um cliente da única locadora do bairro que, por apenas alugar filmes do mesmo, ganhou o apelido. Estranhamente seu primeiro nome era Silvestre. Bizarro.


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Cinema onde eu morava então, era um caso sério. O que ficava no mesmo bairro da tal banca de jornal, o Cine São Francisco, acabou fechando para virar Igreja Universal. Passaram tantos filmes pornôs ali que não sei como a igreja não desabou depois de pronta.

Sobraram os cinemas mais "próximos", em Duque de Caxias: Paz, que logo fechou para virar igreja e depois C&A, o Santa Rosa, onde as cadeiras eram de madeira, e o River, que devia ser o cinema mais bizarro no qual já pus os pés. Para cinemas de qualidade mesmo eu tinha de andar mais e vir aqui para Zona Sul onde moro agora.

Mas, diga-se de passagem, onde hoje é o cinema ArtPlex Unibanco, na Praia de Botafogo, já foi também um cinema muito assustador, sendo citado até mesmo pelo Mussum em um dos esquetes de Os Trapalhões, como sendo muito medonho. Hoje em dia é o cinema onde você pode ir e esbarrar com celebridades enquanto espera o filme começar.


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Não ter clubes noturnos ou casas de shows onde eu morava não me fazia falta já que nunca fui de sair para lugares assim mesmo e, mesmo aqui em Botafogo são poucos em comparação com Copacabana ou Barra da Tijuca. Mas, um dos que tem fica justamente em FRENTE à minha janela e, quando começa a tocar seu famigerado jazz a qualquer hora do dia ou da noite, haja saco para aguentar. É o nefasto Cinematéque.

O lugar reúne o pessoal "cult" que vem escutar jazz e comer feijoada. Afinal, "bacana" não come feijoada regada a samba, mas a jazz. Bom, eu nem ligaria para o lugar se ele não fizesse questão de, algumas vezes, fazer seu som "maneiro" reverberar por toda Voluntários da Pátria. Depois de quebrar a Lei do Silêncio várias vezes, acho que reclamações dos moradores fizeram com que parassem ou baixassem aquele "dum, dum, dum, dum, dum" chato, lá pelas 22 horas.


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O que faltava de postos de saúde e hospitais onde eu morava antes, aqui transborda, sendo que um deles é o que vou sempre para meu tratamento. Claro que os etabelecimentos de saúde pública deixam a gente querendo que nem mesmo existissem certas vezes, pois isso não muda.

Depois de muitos anos um bairro próximo de onde eu morava ganhou um posto grande de saúde e aqui ao lado, onde moro agora, também há um, chamado UPA (que posso dizer, deveria significar Unidade de Pronto Aborrecimento). Apesar de estarem em lugares diferentes, funcionários e médicos tem a mesma atitude de "se ganho pouco vou trabalhar mal", como se a culpa fosse dos pacientes.

Certa vez ao ter uma crise falta de ar, lá no posto do meu antigo bairro, o médico me disse: "como falta de ar, com tanto ar aqui pra se respirar!". Não sei se ele estava tentando ser engraçado ou apenas era incompetente mesmo.

Já no nosso querido UPA aqui, quando tive um início de Crise de Pânico, a atendente disse que, como ia levar duas horas até que eu TALVEZ fosse atendido, era melhor eu ir para casa e voltar depois. Ela ainda me diagnosticou e disse que na verdade eu estava bem. Isso porque ela era apenas atendente.


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Pontos turísticos. O Pão de Açucar logo ali, o bondinho quase à mão, e o Cristo Redentor lá em cima do Corcovado bem a vista. Mora-se aqui praticamente em um cartão postal. Já no meu antigo bairro os únicos pontos turísticos era o morro sem nome que eu subia várias vezes para avistar todo o bairro e os arredores. Em dias de céu muito limpo e forçando bem a vista dava mesmo para ver o Cristo Redentor a quilomêtros de distância. Praticamente um vislumbre do futuro.


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No mais são dois lugares diferentes com seus próprios defeitos e qualidades. Mesmo agora, o lugar onde eu morava não é mais o mesmo. Afinal já fazem quase 10 anos que saí de lá e muita coisa mudou. Minha mãe também acabou por se mudar de lá e eu não mais tive motivos nem tempo para lá retornar. As últimas vezes que lá estive, já parecia outro lugar e não mais o mesmo onde cresci. Ou talvez eu é quem tenha mudado, não sei.

No mais gosto de poder ir à pastelaria da chinesinha aqui ao lado, comer um joelho e/ou uma coxinha, enquanto a filhinha dela cisma de que eu tenho que fazer ela rir. Gosto de andar até o shopping sabendo que não vou comprar nada e apenas ficar olhando as HQs empilhadas na Livraria Siciliano.

Gosto de ir até a Casa e Vídeo para tentar achar algum DVD dificil de encontrar que me tenha escapado à vista. Ou, mesmo, uma vez na vida e outra na morte, andar na praia e ver a vida, de longe, tentando não ligar para o cheiro e aparência da Praia de Botafogo.

O lugar onde moramos pode nos influenciar e nos fazer ser quem somos, mas no fundo, nos adaptamos a qualquer lugar onde estejamos, se assim realmente quisermos. Não há lugar como o lar e nosso lar poder ser qualquer lugar onde queiramos estar. Enfim, deixa eu voltar para o incêndio, afinal a Cristiane Torloni ainda está correndo e, bom... ela está sem sutiã.


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DECREPIT COMICS: BATFART
Scans em inglês

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Rolling Stones Covers 1983, aqui






SIMPSONS: ENTE ENTE ENTE
Sem Parar, Sem Parar, Sem Parar


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O MELHOR DO RECRUTA ZERO
Scans by Grimm Jack


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